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O substantivo é a maior classe gramatical de palavras, provavelmente, em todas as línguas. Além de ser a maior, é a que mais varia. No Cuta o substantivo é a única palavra que indica gênero. Além de gênero, também indica grau e número. O advérbio apenas serve de palavra indicativa como se fosse uma "seta" para marcar o gênero do substantivo, mas sem ter gênero. Nem mesmo os pronomes indicam gênero na Cuta.

Gênero: o gênero ou sexo só é importante para tratar de pessoas (homem ou mulher) ou animais (macho e fêmea), já que coisas não precisam de gênero. Há seres vivos que não tem gênero (bactérias) ou com dois gêneros (espécies hemafroditas como minhocas), sendo assim seguem as regras para as coisas. Então substantivos com gênero masculino terminarão com o (como no português) e do gênero feminino terminará com a (como no português). Todos os outros substantivos (que não é possível determinar gênero) deverão terminar com i, e ou u.

Para se criar substantivos na Cuta, deve-se ter um termo genérico para especificar ambos, por exemplo:

omi (humano)

e suas variações no masculino e feminino

omo (homem)

oma (mulher)

Foi pensada a possibilidade de se criar a classe substantivo sem gênero, variando apenas o número (plural ou singular) deixando para o adjetivo a função de definir o gênero, ficando assim:

Humano macho. Humano fêmea

Mas como se pode ver, ficaria extenso demais para falar. No inglês isto é muito comum, principalmente para definir gêneros de animais. Fazendo uma análise da quantidade de letras ficaria assim:

Homem (5 letras) = Humano macho (11 letras)

Mulher (6 letras) = Humano fêmea (11 letras)

É mais dinânimo e rápido já definir no substantivo o gênero (se tiver gênero). Sendo a construção gramatical de gêneros no substantivo bem definidas pelo Cuta não haveria dificuldade para se aprender, sendo apenas questão de tempo para se memorizar o radical relativo ao grupo que mentalmente se grava a construção de substantivos de machos com o e fêmeas com a.

Ainda existem palavras que marcam um grupo sem ser pelo gênero (turma, crianças, grupo, humanos, etc, apesar delas terem gênero no português, imagine como se não tivesse) e elas se enquadram nas regras das coisas. A única exceção quanto às vogais é para nomes próprios, que podem terminar em qualquer vogal.

Não é correto no Cuta utilizar uma categoria de um gênero para generalizar um grupo. No português isto é normal. Exemplo:

Traga os meninos para dentro. (considerando que neste grupo há meninas)

ou então

Os homens são corrompidos. (sendo que neste caso se refere a todos os humanos - inclusive mulheres)

O correto seria para o Cuta:

Traga as crianças para dentro. (crianças não especifica gênero algum, é neutro).

Os humanos são corrompidos.

Número: assim como no português, inglês e outras línguas, o plural aqui se definirá por palavras que terminam em s. O s somente existe ao final para plural, não existe para outras situações específicas (exemplo, ônibus e óculos servem para singular e plural, isto não existiria na Cuta). E ele sempre se situa ao final da palavra.

Qualquer classe gramatical passível de ser substantivada (adjetivo, verbo, advérbio, numeral) não se pluralizam quando assumem papel de sujeito, mesmo que se refira a 2 ou mais, pois na Cuta essas classes não variam de número.

Grau: os substantvos variam em grau, tendo que ser colocado ao final do substantivo a letra v para indicar aumentativo e n para diminutivo. Em caso de plural, o v e o n devem vir antes do s, ficando o vs e o ns. O v e o n se pronunciam mudo (na verdade dá-se a impressão de pronunciar um i quase inexistente, mas nunca se pronuncia marcadamente como um vi ou ni ou um vis ou nis). Sendo assim, nenhum substantivo base pode terminar em v ou n por conta destes complementos que pode receber.

Como o dicionário da língua ainda será construído, é necessário observar que, além dos substantivos serem a classe gramatical maior quantitativamente que tem, se tenha cuidado ao se criar uma palavra a mesma não ultrapasse o tamanho de sete letras que é o tamanho máximo admitido pelo Cuta. Nem todos os substantivos é possível flexionar para o aumentantivo ou diminutivo, pois não há sentido ou por simplesmente ninguém usar.

Exemplo (desnecessidade de usar por não uso): chave = chavinha, chavão.

Exemplo (desnecessidade de usar por não ter sentido - no caso de verbos substantivados por exemplo): o cantar = o cantarinho - cantarzinho (?), o cantarão - cantarzão (?)

Exemplos (na própria língua):

mene (criança - kid)
menev (crianção - big kid)
menen (criancinha - little kid)

menes (crianças - kids)
menevs (criançonas - big kids)
menens (criancinhas - little kids)

meno (menino - boy)
menov (meninão - big boy)
menon (menininho - little boy)

mena (menina - girl)
menav (meninona - big girl)
menan (menininha - little girl)

menos (meninos - boys)
menovs (meninões - big boys)
menons (menininhos - little boys)

menas (meninas - girls)
menavs (menininhas - big girls)
menans (menininhas - little girls)

omi (humano - human)
omiv (humanão - big human)
omin (humanozinho - little human)

omis (humanos - humans)
omivs (humanões - big humans)
omins (humanozinhos - little humans)

omo (homem)
omov (homenzão ou homenzarrão - big man)
omon (homenzinho - little man)

omos (homens)
omovs (homenzões ou homenzarrões - big men)
omons (homenzinhos - little men)

oma (mulher)
omav (mulherão ou mulherzona - big woman)
oman (mulherzinha - little woman)

omas (mulheres)
omavs (mulherões ou mulherzonas - big women)
omans (mulherzinhas - little women)


Em estudo, possibilidade de os substantivo não definir número (ou seja, não existiriam substantivos plurarizados), deixando esta função exclusivamente para o artigo.

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